Marinha Grande, Leiria, 01 nov 2026 (Lusa) — O ministro da Administração Interna, Luís Neves, declarou este domingo que o seu lugar no Governo "está permanentemente à disponibilidade" do primeiro-ministro. As declarações surgem na sequência dos incidentes registados durante a desocupação forçada promovida pela Polícia de Segurança Pública (PSP) nas acampadas de protesto no Porto e em Lisboa.
À margem de um evento na Marinha Grande, o governante reagiu à exigência do Partido Socialista, que requereu a sua comparência urgente na Assembleia da República para explicar a atuação policial, classificada pela oposição como "inaceitável e desproporcionada". Luís Neves assegurou estar totalmente tranquilo com os procedimentos adotados e manifestou total abertura para responder às audições parlamentares e a eventuais processos judiciais, no seguimento do anúncio de uma participação criminal promovida pelos representantes legais dos manifestantes.
As intervenções policiais decorreram em simultâneo no Porto e na capital durante a madrugada deste domingo, culminando na remoção das tendas instaladas na Praça D. João I e na Praça D. Pedro IV (Rossio). Das operações resultaram 13 detenções e vários feridos entre manifestantes e agentes da autoridade, reacendendo o debate político sobre os limites da intervenção policial em ações de protesto na via pública.
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