O Executivo português deu o pontapé de saída formal nas negociações com a ANA – Aeroportos de Portugal (detida pelo grupo Vinci) para estabelecer as especificações técnicas e operacionais do novo aeroporto. Este passo é considerado fundamental para transformar o projeto de papel em realidade, definindo as bases do que será a principal porta de entrada aérea do país nas próximas décadas.O que está em jogo nas negociações
Nesta fase crucial, as discussões centram-se nos cadernos de encargos e nas exigências de infraestrutura que a concessionária terá de cumprir. O objetivo do Governo é garantir que o novo aeroporto responda não só ao crescimento previsto do turismo e do tráfego de mercadorias, mas que cumpra também as mais rigorosas metas de sustentabilidade ambiental e eficiência tecnológica.
Entre os pontos principais da agenda encontram-se:
A definição das capacidades de pista e terminais de passageiros.
Os cronogramas de execução e as fases de expansão da obra.
O modelo de financiamento e as responsabilidades de investimento da concessionária.
Rumo à descompressão de Lisboa
Este arranque negocial surge num momento de pressão crescente sobre o atual Aeroporto Humberto Delgado, que opera no limite da sua capacidade. A urgência governamental em avançar com as especificações junto da ANA reflete a necessidade de acelerar a transição para uma solução aeroportuária que resolva os estrangulamentos logísticos que têm afetado a economia nacional.
Embora os detalhes específicos das reuniões se mantenham sob reserva estratégica, este movimento sinaliza que o processo entrou numa fase técnica irreversível, onde o Estado e o parceiro privado tentam alinhar interesses operacionais e financeiros.
Fonte - Agência Lusa