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“Montenegro pede mentalidade à Ronaldo e diz que Portugal tem de ‘jogar para ganhar’”
Publicado em 25/12/2025 21:06 • Atualizado 25/12/2025 21:08
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Luís Montenegro aproveitou a mensagem de Natal para lançar um apelo direto aos portugueses: é tempo de abandonar o “deixa andar” e assumir uma mentalidade vencedora, inspirada em Cristiano Ronaldo. Sem referências diretas, mas com a polémica da reforma laboral em pano de fundo, o primeiro-ministro defendeu que só com mais crescimento económico será possível aumentar salários, pensões e reforçar o Estado social.

Na comunicação tradicional de Natal, Montenegro sublinhou que Portugal entra no final de 2025 com sinais positivos. Falou de crescimento económico acima da média europeia, de rendimentos a subir e de uma agenda governativa que classificou como “transformadora”, voltando a destacar o reconhecimento internacional do país como “economia do ano” pela revista The Economist.

Segundo o chefe do Governo, a estratégia assenta num modelo de salários mais altos e impostos mais baixos, sustentado por ganhos de produtividade e eficiência. Para isso, defendeu, é necessária coragem política e capacidade reformista. “Temos tudo para elevar a fasquia”, afirmou, insistindo na necessidade de novas ambições salariais e económicas.

Montenegro apresentou então dois caminhos possíveis: conformar-se com a situação atual, arriscando perder competitividade a médio prazo, ou aproveitar o momento para garantir uma evolução sustentada no futuro. “É a diferença entre jogar para empatar ou jogar sempre para ganhar”, afirmou, deixando claro que escolhe a segunda opção.

Foi neste contexto que surgiu a metáfora desportiva mais marcante do discurso. O primeiro-ministro apelou à adoção de uma “mentalidade de superação”, que apelidou de mentalidade Cristiano Ronaldo — uma atitude que, nas suas palavras, “arrasta todos e não deixa ninguém para trás”.

Defendendo que a criação de riqueza é essencial para uma sociedade mais justa e livre, Montenegro lembrou que “as coisas não caem do céu” e que o caminho exige resistência, diálogo e sentido de unidade nacional. Admitiu que não é necessário consenso total, mas frisou que o interesse coletivo deve prevalecer sobre posições individuais.

Numa altura em que o Governo enfrenta negociações sensíveis e contestação social, o primeiro-ministro destacou ainda a estabilidade política, lembrando que o país terá cerca de três anos e meio sem eleições nacionais. Um período que, disse, deve ser aproveitado para cumprir responsabilidades e construir um futuro mais próspero.

 

A mensagem terminou com um apelo à confiança: acreditar mais em Portugal, não desistir, avançar sem medo e com coragem, “sem deixar ninguém para trás, mas sem deixar de andar para a frente”.

Fonte Lusa

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