A antiga atriz francesa, que se tornou um símbolo de emancipação e sensualidade no século XX, faleceu este domingo aos 91 anos na sua residência em Saint-Tropez.
O mundo despede-se hoje de uma das suas figuras mais icónicas. Brigitte Bardot, carinhosamente conhecida pelas iniciais "BB", morreu na manhã deste domingo, dia 28 de dezembro, na sua emblemática casa no sul de França. A notícia foi confirmada pela fundação que leva o seu nome, sublinhando que a sua partida deixa um vazio tanto nas artes como na causa animal, à qual dedicou as últimas décadas da sua vida.
Embora a causa exata do óbito não tenha sido revelada, a saúde da ex-atriz já tinha dado sinais de fragilidade em outubro passado, quando foi hospitalizada devido a complicações graves.
De musa da "Nouvelle Vague" a ativista convicta
Nascida em 1934, no seio de uma família burguesa em Paris, Bardot começou por estudar ballet antes de as capas de revistas e o grande ecrã a reclamarem. O estrelato absoluto chegou em 1956 com o filme “E Deus Criou a Mulher”, realizado pelo seu primeiro marido, Roger Vadim. Na altura, a sua presença magnética e naturalidade transformaram-na num fenómeno global, desafiando as convenções sociais da época.
Ao longo de duas décadas, filmou cerca de 50 obras, incluindo clássicos como “O Desprezo”, de Jean-Luc Godard. No entanto, no auge da fama, em 1973, surpreendeu o mundo ao abandonar a carreira cinematográfica. Cansada da perseguição mediática, escolheu o isolamento em Saint-Tropez para se tornar a voz dos que não a têm: os animais.
Uma vida de paixões e controvérsias
Fora dos ecrãs, a vida de Bardot foi tudo menos linear. Entre quatro casamentos, uma carreira musical de sucesso (onde colaborou com Serge Gainsbourg) e lutas pessoais contra a depressão, a antiga atriz nunca fugiu ao confronto. Nos últimos anos, a sua vertente política também gerou polémica, tendo sido condenada em diversas ocasiões por declarações consideradas incitadoras ao ódio.
A homenagem do Eliseu
Emmanuel Macron, Presidente da República Francesa, já reagiu à perda, descrevendo Bardot como uma "lenda do século" e um símbolo da "liberdade francesa". Para o chefe de Estado, Brigitte não foi apenas uma atriz, mas uma força da natureza que personificou o brilho universal da cultura gaulesa.
A Fundação Brigitte Bardot garantiu que o legado da sua fundadora continuará vivo através da luta diária pelo bem-estar animal, causa que Bardot considerava ser a missão principal da sua existência.
Fonteexpressoimagem Brigitte Bardot Eric Feferberg