O Ministério Público está a investigar dezenas de contratos aprovados por Henrique Gouveia e Melo durante o seu mandato como comandante Naval da Marinha, entre 2017 e 2020, período imediatamente anterior à liderança da task-force da vacinação contra a covid-19. Segundo a revista Sábado, em análise estão 57 contratos que terão sido assinados pelo atual candidato presidencial, sob a supervisão do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Almada. O processo mantém-se em fase de inquérito, mesmo depois de um perdão do Tribunal de Contas em 2024, que eliminou eventuais responsabilidades financeiras. A investigação foi conduzida pela Polícia Judiciária Militar, que há quatro anos entregou ao Ministério Público um relatório pericial e um relatório final. As conclusões apontaram para uma excessiva concentração de ajustes diretos à empresa Proskipper, dissolvida em 2022. Segundo o registo do portal Base, a Proskipper realizou 193 contratos com o Estado entre 2008 e 2023, quase sempre com a Marinha, para aquisição de equipamentos como coletes insufláveis e fardamento. A revista cita ainda um caso específico em que as duas empresas consultadas num concurso tinham o mesmo sócio-gerente, resultando na Proskipper como única concorrente com proposta concreta. O caso lança nova atenção sobre a trajetória de Henrique Gouveia e Melo, agora candidato presidencial, e sobre a gestão de contratos públicos na Marinha antes do seu envolvimento na campanha de vacinação.
Fontecnnportugal imagemMarinha Portuguesa / Ministério da Defesa Nacional