O encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky em Mar-a-Lago começou a produzir efeitos, mas trouxe ganhos limitados para a Ucrânia. Zelensky esperava 50 anos de garantias de segurança dos EUA, mas Trump ofereceu apenas 15 anos, o que especialistas consideram uma vantagem parcial que permite reorganização europeia e ucraniana, mas com termos ainda pouco claros.
Para compensar, o presidente ucraniano sugeriu referendar o plano de paz de 20 pontos, tentando adiar decisões e ganhar apoio da população. No entanto, comentadores apontam que esta estratégia também o coloca em risco político: em caso de eleições, a vantagem de Zelensky é mínima face a adversários como Kyrylo Budanov e Valery Zaluzhny.
O encontro trouxe ainda pontos positivos: a formação de grupos trilaterais de trabalho entre EUA, Ucrânia e Rússia, focados em economia e segurança, e a manutenção de negociações sem interrupções, mesmo após telefonema entre Trump e Putin.
Apesar de elogios a Vladimir Putin por parte de Trump, especialistas sublinham que o objetivo é manter a Rússia interessada no diálogo, com a consciência de que a guerra se tornou um mau investimento militar e económico para os EUA.
No terreno, Zelensky reconhece implicitamente que não voltará a controlar todos os territórios ocupados, assumindo uma situação desfavorável para Kiev. Os analistas concluem que, embora a reunião tenha evitado uma derrota imediata, nenhuma das partes saiu completamente favorecida, e a Ucrânia enfrenta desafios políticos e militares significativos nos próximos meses.
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