O Ministério Público pediu esta segunda-feira, no Tribunal de São João Novo, no Porto, a condenação de três agentes da PSP acusados de ficarem com dinheiro e drogas apreendidas a traficantes, que depois entregavam a informadores.
Segundo o procurador Rogério Osório, os atos dos polícias colocaram em risco a segurança pública e abalaram a confiança no Estado. Os três agentes, em prisão preventiva desde julho de 2023, terão cometido crimes como entrar em residências sem mandado, apropriar-se de estupefacientes, ameaçar e agredir suspeitos, e falsificar documentos.
Os advogados de defesa alegaram irregularidades na investigação, contestaram a validade de provas como escutas telefónicas e geolocalização, e afirmaram que os acusados não retiraram qualquer benefício pessoal da sua conduta.
O processo envolve ainda acusações de falsificação de autos de contraordenação e outros crimes graves. As alegações finais de dois dos agentes estão marcadas para 6 de janeiro, e o tribunal ainda decidirá sobre a eventual condenação do subcomissário envolvido no caso.
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