Há um ano, o cenário no Dragão era de incerteza e desalento. Hoje, é de confiança e ambição. Francesco Farioli precisou apenas de alguns meses para resgatar um FC Porto abatido e moldá-lo numa equipa competitiva, pragmática e eficaz. A vitória por 2-0 frente ao AVS foi mais uma prova disso e serviu para fechar um ano que começou mal, mas termina com os dragões isolados no topo da Liga.
O início de 2025 foi marcado por uma série improvável de quatro derrotas consecutivas, por decisões técnicas que não surtiram o efeito desejado e por perdas profundas na estrutura emocional do clube, com o desaparecimento de Jorge Nuno Pinto da Costa e Jorge Costa. Tudo apontava para uma época difícil. No entanto, o FC Porto respondeu com resultados, alcançando o melhor arranque de sempre no campeonato.
Frente ao AVS, último classificado, os azuis e brancos encontraram mais resistência do que o marcador sugere. A equipa visitante apresentou-se bem organizada, fechada atrás e pronta a explorar os corredores, criando algum desconforto na defesa portista, sobretudo na primeira parte. Apesar do domínio na posse de bola e no território, o FC Porto só por duas vezes esteve perto do golo antes do intervalo, em lances de bola parada.
A segunda parte trouxe um FC Porto mais assertivo. Mesmo com a saída forçada de Diogo Costa por lesão, a equipa reagiu com maturidade e desbloqueou o jogo logo no recomeço, com Samu a finalizar de forma eficaz. O AVS manteve a sua identidade, mas o peso do resultado começou a notar-se. O segundo golo surgiu na conversão de uma grande penalidade, validada pelo VAR, novamente por Samu, que sentenciou o encontro.
No final, mais do que os três pontos, ficou a confirmação de um FC Porto estável e confiante, que encerra o ano na liderança isolada da Liga, com vantagem confortável sobre os rivais diretos. Um desfecho impensável há doze meses, mas que hoje reflete a transformação profunda operada no Dragão.
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