Num movimento que poderá redefinir o equilíbrio de poder no Leste Europeu, a administração de Donald Trump apresentou formalmente a Kiev uma proposta de garantias de segurança com a validade de 15 anos. O acordo, discutido durante o fim de semana na estância de Mar-a-Lago, prevê um mecanismo de defesa mútua que visa impedir qualquer nova incursão russa em território ucraniano após a assinatura de um eventual cessar-fogo.Blindagem contra futuras invasões
Ao contrário de memorandos anteriores, este novo pacto jurídico — parte de um plano de paz de 20 pontos — estabelece que qualquer agressão russa futura desencadeará uma resposta militar coordenada liderada pelos Estados Unidos, França e Reino Unido. O documento inclui ainda o restabelecimento imediato de todas as sanções globais contra Moscovo em caso de violação da integridade territorial ucraniana.
"A oferta americana é sólida, mas estamos a negociar um horizonte temporal ainda mais vasto, de 30 a 50 anos, para garantir a estabilidade das próximas gerações", afirmou o Presidente Volodymyr Zelensky em conferência de imprensa.
Os pilares do novo compromisso
Para além da proteção militar, os termos negociados com a equipa de Trump e enviados especiais como Jared Kushner incluem:
Dissuasão ativa: Manutenção de um exército ucraniano permanente de 800 mil militares.
Monitorização tecnológica: Vigilância aérea e via satélite da linha de contacto para detetar precocemente qualquer movimento de tropas.
Condicionalidade: As garantias de segurança serão anuladas caso a Ucrânia inicie ações militares ofensivas contra a Rússia sem provocação prévia.
Caminho para a UE: O estabelecimento de datas concretas para a integração plena da Ucrânia na União Europeia.
Embora Donald Trump se tenha mostrado otimista, afirmando que um acordo final pode estar a "poucas semanas" de distância, o Kremlin mantém uma postura cautelosa, classificando a presença de forças internacionais como um obstáculo às negociações. O plano deverá ainda ser submetido a um referendo nacional na Ucrânia, após a entrada em vigor de um cessar-fogo de 60 dias.
Fonte - Agência Lusa
Foto - EBC (Agência Brasil)