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Líderes europeus reforçam unidade em torno de uma paz duradoura na Ucrânia
Publicado em 30/12/2025 15:58
International

Os principais líderes europeus reuniram-se esta terça-feira por videoconferência para analisar os mais recentes desenvolvimentos nas negociações de paz na Ucrânia, num encontro convocado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, agradeceu a iniciativa e sublinhou a convergência de posições entre os dirigentes europeus, destacando que existe uma determinação comum em intensificar os esforços diplomáticos com vista a alcançar uma paz justa e sustentável no conflito.

Também a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o encontro como positivo, salientando o foco no apoio contínuo à Ucrânia, na segurança do país e no processo de reconstrução. A líder do executivo comunitário reiterou ainda que a adesão da Ucrânia à União Europeia é um elemento central para a sua prosperidade e uma garantia fundamental de segurança, defendendo que o alargamento beneficia não apenas os países candidatos, mas todo o espaço europeu.

A reunião insere-se num conjunto de iniciativas diplomáticas que se intensificaram desde novembro, com o objetivo de pôr fim à guerra mais grave vivida na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Na segunda-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manteve contactos com o enviado norte-americano Steve Witkoff, na sequência de conversas entre Washington, Kiev e várias capitais europeias.

As negociações decorrem sob mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou recentemente que um acordo de cessar-fogo poderá estar iminente. A proposta atualmente em cima da mesa prevê o congelamento das linhas da frente nas posições atuais, adiando uma solução definitiva para as reivindicações territoriais da Rússia, que controla cerca de um quinto do território ucraniano.

 

O documento mais recente exclui duas exigências anteriormente apresentadas por Moscovo: a retirada das forças ucranianas da região de Donetsk e um compromisso formal de Kiev em não aderir à NATO. Volodymyr Zelensky já deixou claro que a Ucrânia não pode abdicar dos territórios do leste atualmente sob controlo russo, sublinhando a complexidade das negociações em curso.

FontejornaldenoticiasfotoOlivier Hoslet

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