O Governo espanhol exigiu a sete plataformas de arrendamento turístico que retirem imediatamente do mercado local 138 anúncios de alojamentos situados em territórios palestinianos ocupados por Israel, por serem considerados ilegais. A decisão baseia-se na legislação espanhola aprovada em outubro, que impõe medidas de embargo e proíbe a promoção de bens e serviços provenientes dos colonatos israelitas nesses territórios.
Segundo o Ministério dos Direitos Sociais e Consumo, estes alojamentos contribuem para a normalização de um regime considerado ilegal ao abrigo do direito internacional. O ministério cita também um parecer do Tribunal Internacional de Justiça de julho de 2024, que destaca a obrigação dos Estados de impedir relações comerciais que sustentem a ocupação.
Organizações como a Amnistia Internacional têm denunciado a disponibilização destes alojamentos em plataformas digitais, pressionando para que sejam bloqueados. O ministério espanhol notificou as empresas responsáveis, advertindo que medidas adicionais poderão ser aplicadas caso não cumpram a ordem de remoção.
Espanha reconheceu formalmente o Estado da Palestina em maio de 2025, e o primeiro-ministro Pedro Sánchez tem criticado repetidamente as ações de Israel na Faixa de Gaza, referindo-se a um “genocídio” em curso. A tensão atual remonta a outubro de 2023, quando ataques do Hamas e a subsequente resposta militar israelita resultaram numa crise humanitária grave, com milhares de mortos e centenas de milhares de deslocados.
Fontejornaldenoticias