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ANOG alerta que GNR está a ser usada como "arma de arremesso" no aeroporto de Lisboa
Publicado em 02/01/2026 17:40
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A Associação Nacional de Oficiais da Guarda (ANOG) criticou, esta sexta-feira, a forma como a GNR tem sido mobilizada no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, considerando que a força está a ser usada “como arma de arremesso” para tentar resolver problemas que a Polícia de Segurança Pública (PSP) já vinha a sinalizar.

O presidente da ANOG, Tiago Silva, referiu que existe uma tentativa implícita de “colocar uma polícia contra a outra”, com a GNR a ser chamada a intervir onde a PSP enfrenta dificuldades. Silva sublinhou que a Guarda também enfrenta falta de efetivos e não deve ser usada para comparar competências entre polícias.

Desde terça-feira, 24 militares da GNR com formação de guarda de fronteira começaram a reforçar o controlo de documentação na zona de chegadas do aeroporto, organizados em equipas de 10 elementos e um supervisor, em turnos flexíveis. Esta medida surge após o agravamento das filas devido à implementação do Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia, que recolhe dados biométricos de passageiros extracomunitários.

Como medida temporária, o governo suspendeu o EES por três meses, voltando ao sistema antigo de verificação manual, o que, segundo Tiago Silva, pode comprometer a segurança nacional e ser explorado por redes de criminalidade ou terrorismo.

A ANOG recordou que a GNR sempre esteve presente no aeroporto, desde os tempos da guarda fiscal, e destacou a sua experiência no controlo de fronteiras e em operações internacionais, como no âmbito da Frontex.

 

Segundo fontes policiais, desde a adoção destas medidas temporárias, não se têm registado filas no aeroporto de Lisboa.

FonteJNimagemgnr

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