Os Bombeiros Voluntários de Areosa/Rio Tinto, no concelho de Gondomar, asseguraram esta sexta-feira que o socorro à população não está em causa, apesar do pedido de passagem à reserva apresentado por 25 elementos do corpo ativo, motivado por descontentamento com o atual comandante.
Em comunicado conjunto, assinado pelos presidentes da direção, da assembleia geral e do conselho fiscal, a associação garante que estão cumpridos os mínimos legais de operacionalidade. A direção refere ainda que, na sequência dos acontecimentos registados a 22 de dezembro — quando um grupo de bombeiros realizou um protesto simbólico contra o comandante Marco Martins — foi solicitado um inquérito urgente à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e à Direção Nacional de Bombeiros.
Relativamente às alegações de demissões internas, a direção contesta a versão apresentada pelos bombeiros que solicitaram a passagem à reserva, esclarecendo que, desde a nomeação do atual comando, saíram cinco funcionários por decisão própria e não dez, tendo entretanto sido contratados mais oito elementos para reforço da estrutura.
A associação considera que o comunicado divulgado pelos bombeiros na reserva contém afirmações que podem gerar alarme social injustificado junto da população, classificando essa atitude como lamentável e irresponsável.
No mesmo texto, a direção sublinha que a avaliação da atuação do comandante e do corpo ativo compete exclusivamente às entidades legalmente competentes, estando o processo de averiguação em curso com total colaboração da instituição.
A terminar, a associação reafirma o seu compromisso com a verdade, a legalidade e a segurança da população, repudiando a divulgação de informações que considera incorretas e admitindo recorrer aos meios legais para defesa do seu bom nome institucional.
FonteJN