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Nicolás Maduro: mais de uma década no poder sob contestação interna e pressão internacional
Publicado em 03/01/2026 12:49
International
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Nicolás Maduro Moros é o atual Presidente da Venezuela e uma das figuras políticas mais controversas da América Latina. Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Hugo Chávez, assumiu a liderança do país em 2013, após a morte do fundador da chamada Revolução Bolivariana.

Antes de chegar ao topo do poder, Maduro teve um percurso político pouco comum: foi condutor de autocarros, dirigente sindical, deputado e, mais tarde, chefe da diplomacia venezuelana. A sua escolha como sucessor de Chávez, durante a fase final da doença do líder histórico, surpreendeu muitos setores políticos e da sociedade venezuelana.

Ao longo de mais de 12 anos na presidência, Maduro enfrentou vários ciclos eleitorais marcados por forte contestação, acusações de fraude e sucessivas crises políticas. Do outro lado estiveram diferentes líderes da oposição, como Henrique Capriles, Leopoldo López, Juan Guaidó e, mais recentemente, María Corina Machado, uma das principais figuras da oposição atual.

Os mandatos de Maduro têm sido acompanhados por protestos prolongados, uma grave crise económica e social e um elevado fluxo migratório, com milhões de venezuelanos a abandonarem o país. Ainda assim, o Presidente tem conseguido manter-se no poder, num país que detém as maiores reservas de petróleo conhecidas do mundo.

Recentemente, o partido de Maduro obteve uma vitória expressiva nas eleições legislativas e regionais, resultados que voltaram a gerar dúvidas e críticas por parte da oposição e da comunidade internacional. O cerco diplomático tem-se intensificado, com vários países a questionarem a legitimidade do regime.

 

A União Europeia não reconhece Nicolás Maduro como líder legítimo da Venezuela, enquanto os Estados Unidos têm reforçado sanções e adotado uma posição cada vez mais dura face ao governo venezuelano, mantendo em aberto diferentes cenários para o futuro político do país.

FontesicnoticiasFotoFederico PARRA / AFP

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