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EUA aceleram plano para governo interino na Venezuela após captura de Maduro
Publicado em 05/01/2026 08:34
International
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A administração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a avançar rapidamente para a criação de um governo interino na Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro. Segundo responsáveis norte-americanos, a prioridade imediata não é uma transição democrática, mas sim garantir a estabilidade administrativa do país e recuperar a infraestrutura petrolífera, considerada estratégica para os interesses de Washington.

Os EUA estão a recorrer à sua influência militar e económica para moldar o novo cenário político venezuelano, pressionando figuras remanescentes do regime. No centro dessa estratégia está a vice-presidente Delcy Rodríguez, apontada pelos conselheiros de Trump como uma solução temporária viável para assegurar uma transição controlada. Apesar de inicialmente ter condenado a captura de Maduro, Rodríguez suavizou o discurso e apelou à cooperação com os Estados Unidos, defendendo relações internacionais “equilibradas e respeitosas”.

Altos responsáveis norte-americanos, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio e membros-chave da administração, estão a trabalhar numa estrutura de governação pós-Maduro. Paralelamente, foram lançados esforços para atrair novamente empresas energéticas dos EUA para a Venezuela, com o objetivo de revitalizar o setor petrolífero do país.

Trump afirmou que os Estados Unidos irão “governar” a Venezuela, clarificando depois que isso significa controlar a direção política do país através de pressão diplomática, sanções económicas e presença militar na região. Entre as exigências impostas estão o combate ao tráfico de droga e de armas, o afastamento de influências estrangeiras como Cuba e Irão e a proteção dos interesses energéticos norte-americanos.

A líder da oposição, María Corina Machado, foi afastada deste plano. Trump afirmou que ela não reúne o respeito necessário para liderar o país, preferindo manter Rodríguez no poder enquanto esta cumprir as condições impostas por Washington. Ainda assim, permanecem muitas dúvidas sobre a viabilidade e os riscos desta estratégia, incluindo a possibilidade de escalada militar e o impacto sobre a população venezuelana.

 

Embora a administração norte-americana afirme desejar, a longo prazo, uma transição democrática na Venezuela, responsáveis admitem que discutir eleições neste momento é prematuro, defendendo que a prioridade passa por lidar com os problemas imediatos de segurança, governação e economia.

Fonte cnnportugalimagem REUTERS

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