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Espião na Marinha dos EUA condenado: mais de 16 anos de prisão por vender segredos à China
Jinchao Wei, antigo marinheiro do USS Essex, recebeu milhares de dólares por informações militares sensíveis — júri considerou-o culpado de vários crimes, incluindo espionagem
Publicado em 13/01/2026 08:35 • Atualizado 13/01/2026 08:37
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Um antigo marinheiro da Marinha dos Estados Unidos foi condenado a mais de 16 anos de prisão por vender informações militares sensíveis a um agente ligado à China. Jinchao Wei, de 25 anos, foi sentenciado por um juiz federal em San Diego a 200 meses de prisão, depois de um júri o ter considerado culpado de seis crimes, entre eles espionagem.

De acordo com o Departamento de Justiça norte-americano, Wei recebeu mais de 12 mil dólares pela cedência de informação classificada, incluindo documentação técnica e operacional relacionada com navios e sistemas militares. À data dos factos, o arguido trabalhava como engenheiro a bordo do navio de assalto anfíbio USS Essex.

Wei foi um dos dois marinheiros baseados na Califórnia acusados, em agosto de 2023, de fornecer informação sensível à China. O outro, Wenheng Zhao, já tinha sido condenado em 2024 a uma pena superior a dois anos de prisão após se declarar culpado de conspiração e recebimento de subornos.

As autoridades dos EUA têm reiterado a preocupação com atividades de espionagem atribuídas ao Governo chinês, apontando para vários processos judiciais envolvendo alegados roubos de informação governamental e comercial. No caso de Wei, os procuradores afirmam que o antigo marinheiro foi recrutado em 2022 através das redes sociais por um agente que se apresentava como entusiasta da Marinha.

Apesar de admitir a amigos que a situação “cheirava a espionagem”, Wei manteve o contacto e continuou a fornecer informações ao intermediário. Na carta enviada ao tribunal antes da sentença, pediu desculpa e reconheceu que nunca deveria ter partilhado dados, atribuindo a sua conduta à “introversão e solidão” que, segundo disse, lhe afetaram o discernimento.

Fontecnnportugalcourtesy of the U.S. Navy)

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