As principais associações de bombeiros portugueses anunciaram esta terça-feira que vão solicitar uma reunião urgente com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com todos os grupos parlamentares, com o objetivo de apresentar propostas para reforçar o socorro pré-hospitalar e melhorar a organização do setor.
Fernando Curto, presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), sublinhou que os bombeiros não são responsáveis pela atual situação do socorro, mas que estão exaustos com a falta de respostas políticas: “Estamos todos muito cansados daquilo que não se faz”, afirmou, criticando o silêncio dos secretários de Estado da Saúde e da Proteção Civil.
Entre as propostas que podem ser apresentadas estão uma central única para coordenar ambulâncias, alterações na Lei de Bases da Proteção Civil, valorização da carreira e financiamento dos bombeiros, além de mecanismos para lidar com macas retidas nos hospitais. Curto frisou que é essencial aprovar a Lei de Bases da Proteção Civil antes de qualquer outra, pois “quem presta diariamente o socorro, quem está na primeira linha, são os bombeiros”.
O objetivo das associações é garantir que as preocupações dos profissionais da emergência sejam ouvidas e que se estabeleça uma coordenação mais eficaz entre bombeiros, saúde e serviços de socorro, assegurando respostas rápidas e seguras à população.
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