O país encerrou o ano passado com um aumento de 2,6% no número total de mortes, ultrapassando os 122 mil óbitos. Em contrapartida, houve um recuo na mortalidade infantil e o maior volume de nascimentos da última década ajuda a travar o agravamento do saldo natural.De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), Portugal registou um total de 122.151 óbitos em 2025. Este valor representa um crescimento de 3.124 mortes em comparação com o ano anterior, confirmando uma tendência de subida na mortalidade geral.
O peso do envelhecimento
O retrato demográfico do país continua a ser marcado pela longevidade e pelo peso das faixas etárias mais avançadas. A esmagadora maioria das mortes (87%) ocorreu em cidadãos com 65 ou mais anos. Mais acentuado ainda é o dado que revela que seis em cada dez pessoas que faleceram em 2025 tinham idade igual ou superior a 80 anos.
Boas notícias na saúde infantil e natalidade
Apesar do aumento global de mortes, o setor da pediatria apresenta indicadores positivos. Em 2025, registaram-se 241 óbitos infantis (crianças com menos de um ano), o que representa uma descida de 14 casos face a 2024.
No que toca à renovação geracional, os números também trazem algum otimismo:
Nascimentos: Entre janeiro e novembro, nasceram 80.206 bebés, um aumento de 3% (mais 2.304 crianças) comparativamente ao período homólogo.
Saldo Natural: Embora continue negativo (morrem mais pessoas do que as que nascem), a diferença estreitou ligeiramente. O défice fixou-se em -28.937, uma melhoria face aos quase -30 mil registados em 2024.
Resumo dos Dados (2025)
Indicador Valor Total Variação (face a 2024)
Total de Óbitos 122.151 + 2,6%
Óbitos com +80 anos 61,2% do total ---
Mortalidade Infantil 241 óbitos - 14 casos
Nados-vivos (Jan-Nov) 80.206 + 3%
Os factos confirmam que, embora o envelhecimento da população pressione os números da mortalidade total, o aumento da natalidade e a descida da mortalidade infantil estão a atenuar o declínio demográfico do país.
Fonte - INE (Instituto Nacional de Estatística) / Agência Lusa / Imagem IA