Segundo agências internacionais, Ashley St. Clair, mãe de um dos filhos de Elon Musk, entrou com um processo em Nova Iorque contra a empresa de inteligência artificial xAI, responsável pela ferramenta Grok, alegando que esta permitiu a criação de imagens digitais sexualizadas de si própria sem consentimento, incluindo montagens baseadas em fotos de quando era menor de idade.
A influenciadora afirma que denunciou os conteúdos à rede social X, mas inicialmente a plataforma informou que as imagens não violavam as suas políticas. Mais tarde, St. Clair alega que sofreu retaliação: a subscrição paga e o selo de verificação da sua conta, com mais de um milhão de seguidores, foram removidos, prejudicando a monetização da sua presença online.
A xAI respondeu afirmando que “os media tradicionais mentem” e apresentou uma contra-ação no Texas, alegando violação dos termos de utilização por parte de St. Clair. A advogada da influenciadora classificou a manobra como chocante e sublinhou que criar imagens sexualmente explícitas sem consentimento é inaceitável.
Recentemente, a X implementou medidas para impedir que o Grok gere imagens de pessoas reais em roupas reveladoras. Uma análise de mais de 20 mil imagens geradas pela ferramenta mostrou que mais da metade retratava indivíduos com pouca roupa, a maioria mulheres, incluindo alguns menores de idade.
O procurador-geral da Califórnia abriu uma investigação formal à xAI, enquanto outros países, como França, Reino Unido, Malásia e Indonésia, também estão a rever a operação da ferramenta de inteligência artificial.
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