Futuro da Escola Agrícola de Santo Tirso nas mãos da Autarquia e da CCDR-N
Publicado em 22/01/2026 17:55
Educação
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O Governo esclareceu que a continuidade da Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento, em Santo Tirso, não está ainda garantida a longo prazo. Segundo o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, o destino da instituição centenária dependerá agora de uma avaliação estratégica a realizar pela CCDR Norte e pela Câmara Municipal de Santo Tirso.Atualmente, a escola funciona sob um contrato de arrendamento precário, válido por apenas um ano, firmado entre o Ministério e a Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, proprietária do imóvel. O governante sublinhou que não seria prudente avançar com um compromisso de 20 anos sem antes avaliar a relevância da escola para a região e o investimento necessário nas infraestruturas.

Pontos centrais da audição parlamentar:

Contrato temporário: O Governo autorizou o pagamento de uma renda mensal de 25.600 euros para manter a escola aberta durante o ano de 2026.

Avaliação estratégica: Até março, as CCDR deverão apresentar um relatório sobre o interesse destas escolas profissionais para o desenvolvimento regional.

Descentralização: O Ministro defendeu que o modelo atual, gerido a partir de Lisboa, está obsoleto, e que as autarquias devem assumir uma responsabilidade crescente na gestão destes estabelecimentos.

Contradições Políticas:

Durante a audição na Assembleia da República, Fernando Alexandre aproveitou para clarificar que o seu único interlocutor em Santo Tirso foi a Santa Casa da Misericórdia. Esta afirmação desmente as informações veiculadas pelo PSD local no início de 2025, que sugeriam uma articulação direta entre o partido e o Ministério para salvar a escola.

A instituição, que opera desde 1913, aguarda agora o desfecho desta "reflexão estratégica" para saber se poderá continuar a formar técnicos agrícolas no próximo ano letivo ou se o modelo de ensino será reestruturado.

Fonte: Câmara Municipal de Santo Tirso

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