Miguel Arruda participou num almoço do Grupo 1143, uma organização de cariz neonazi, realizado em outubro de 2024 no Porto para assinalar o primeiro aniversário do movimento. A informação é avançada pelo jornal Expresso, que refere que o então deputado do Chega esteve presente com o rosto tapado por um passa-montanhas, evitando ser reconhecido.
À data, Arruda começava a ganhar projeção nos círculos da extrema-direita, tendo manifestado publicamente apoio a Mário Machado, líder do Grupo 1143, condenado por crimes de ódio. As autoridades suspeitam que esta proximidade tenha sido utilizada como forma de influência sobre deputados, autarcas e militantes com posições de destaque no Chega.
No âmbito da Operação Irmandade, conduzida pela Polícia Judiciária, foram detidas 37 pessoas e constituídos 15 arguidos, incluindo antigos candidatos e militantes do partido liderado por André Ventura. Existem ainda indícios de ligações próximas entre cerca de uma dezena de militantes do Chega e a hierarquia do grupo neonazi.
O Grupo 1143 é também investigado por ameaças a jornalistas e por ações de alegada solidariedade social, consideradas pelas autoridades como iniciativas de fachada.
Fonte:CNN Portugal / FotoDR