A gigante do calçado desportivo justifica a nova vaga de despedimentos com a integração de Inteligência Artificial e a necessidade urgente de recuperar competitividade frente à concorrência.
A Nike confirmou a saída de quase 800 colaboradores da sua estrutura na América do Norte, marcando mais um capítulo na profunda reestruturação que a empresa atravessa desde o ano passado. Este novo ajuste não é apenas uma questão de números: é o resultado direto da aposta na Inteligência Artificial (IA) para otimizar processos que, até agora, dependiam de mão de obra humana.
Este anúncio surge num momento delicado para a marca do "Swoosh". Após décadas de domínio absoluto, a Nike tem enfrentado dificuldades em manter o ritmo de crescimento, perdendo terreno para marcas emergentes e rivais diretas que têm captado a atenção dos consumidores com maior agilidade.
Um ciclo de cortes que parece não ter fim
Os 800 postos de trabalho agora eliminados juntam-se a um histórico recente de emagrecimento da estrutura:
Verão de 2023: 1.000 funcionários de escritório dispensados.
Fevereiro de 2024: Corte de 1.600 empregos a nível global.
Janeiro de 2026: Nova redução focada na operação norte-americana e na transição para a IA.
A estratégia da administração é clara: reduzir custos operacionais de forma drástica para tentar estancar a queda nas margens de lucro. Ao substituir funções administrativas e de suporte por soluções automatizadas, a Nike espera ganhar a velocidade que lhe tem faltado para responder às tendências de mercado.
Para já, o impacto desta medida está circunscrito aos Estados Unidos e Canadá, mas o mercado observa com atenção se esta "dieta tecnológica" se estenderá às operações europeias e asiáticas nos próximos meses.