A Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou esta sexta-feira, na empresa Transucatas, na Rua da Serra, na Maia, a destruição de 6.828 armas, entregues voluntariamente por cidadãos ou apreendidas pelas autoridades, consideradas sem valor para fins operacionais, formativos, técnicos ou museológicos.
Entre o material inutilizado estavam armas de fogo longas, armas de fogo curtas e armas brancas, maioritariamente recolhidas ao longo do último ano, embora algumas datem de 2023 e 2024. Após perícia técnica e balística, o Diretor Nacional da PSP, superintendente Luís Carrilho, determinou a destruição preventiva destas armas para impedir que pudessem ser usadas para ameaças, intimidação ou crimes.
Filipe Palhau, diretor do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, sublinhou: "Com esta destruição retiramo-las do circuito normal e certamente que já não servirão para ameaçar ninguém, matar ou intimidar. É um incremento à segurança de todos nós."
Nem todas as armas entregues ou apreendidas são destruídas: 1.926 unidades foram reaproveitadas para formação policial, atividades operacionais, perícias laboratoriais, acervo museológico e coleção de espécimes da PSP.
O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro, destacou o impacto da operação: "A destruição vai retirar mais perigosidade das ruas. Temos assistido a um aumento significativo das apreensões de armas, fruto do forte empenhamento operacional das forças de segurança, o que contribui para crimes menos letais."
Entre 2013 e 2026, a PSP contabilizou a destruição de 325.345 armas, incluindo as 6.828 desta operação.
Fonte da notícia: JN
Fonte da imagem: PSP