O guitarrista português Nuno Bettencourt foi um dos grandes vencedores da noite dos Grammy Awards 2026, realizados em Los Angeles, ao receber o prémio na categoria Melhor Atuação Rock pela participação em “Changes (Live from Villa Park)”.
A gravação premiada é uma versão ao vivo da clássica canção dos Black Sabbath, realizada em julho de 2025, no concerto de despedida do cantor britânico Ozzy Osbourne, no Reino Unido. Bettencourt tocou ao lado do vocalista Yungblud, do baixista Frank Bello, do teclista Adam Wakeman e do baterista II.
Durante a cerimónia, Sharon Osbourne, viúva de Ozzy, subiu ao palco visivelmente emocionada. Yungblud fez o discurso de aceitação, enquanto Nuno Bettencourt falou posteriormente aos jornalistas, destacando a importância da música ao vivo e a autenticidade do rock.
O músico português, natural da Ilha Terceira, Açores, alertou os artistas para não temerem a Inteligência Artificial, lembrando que a magia das atuações ao vivo não pode ser substituída. “A imperfeição é a essência do rock'n'roll. Há sangue na partitura, colocas-te nessa música, e ninguém vai reproduzir isso”, afirmou Bettencourt, sublinhando que a IA não consegue replicar essa experiência.
Yungblud, por sua vez, agradeceu a Ozzy Osbourne e destacou que a performance reuniu seis gerações de músicos rock no último espetáculo do ídolo, prometendo que “a música rock está de volta”.
Além de Bettencourt, outro português, Bráulio Amado, foi nomeado na categoria de Melhor Recording Package pelo trabalho gráfico do álbum “Balloonerism” de Mac Miller, embora o prémio tenha sido entregue a Meghan Foley e Michelle Holme, pela direção de arte de “Tracks II: The Lost Albums”, de Bruce Springsteen.
O reconhecimento de Nuno Bettencourt reforça o talento português no panorama internacional e destaca a sua carreira como guitarrista da banda Extreme e CEO da Atlantis Entertainment.