A operação da Metro do Porto vai sofrer constrangimentos nas próximas semanas devido à greve dos trabalhadores da CP responsáveis pela manutenção da frota, informou a empresa de transportes em comunicado. A paralisação já levou à imobilização de cerca de um terço dos veículos, estando atualmente apenas 40 das cerca de 60 composições em circulação.
Esta redução da frota disponível poderá obrigar à supressão de algumas viagens e à realização de outras com composições simples, em vez de duplas. A Metro do Porto garante que está a desenvolver todos os esforços para minimizar o impacto nos passageiros, dando prioridade aos períodos e eixos com maior procura.
De acordo com a empresa, as linhas Azul e Violeta, que ligam o Estádio do Dragão a Matosinhos e ao Aeroporto, respetivamente, deverão ser as mais afetadas, seguindo a tendência verificada desde o início dos constrangimentos, a meio de janeiro.
A greve dos trabalhadores da manutenção prolonga-se até 26 de fevereiro e surge como protesto contra as novas escalas de trabalho, sobretudo nos horários da tarde, noite e madrugada. O Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STMEFE) anunciou ainda uma paralisação total da manutenção no dia 12 e uma concentração de protesto em local a definir.
Fonte:JN / Foto:Metro do Porto