Após reunião de emergência em Belém, o Primeiro-Ministro avisou que o pior da depressão Leonardo pode ainda estar por vir, com especial preocupação para os cenários de cheias no próximo domingo.O Governo está em estado de alerta máximo perante a severidade das condições meteorológicas que assolam o país. Após um encontro com o Presidente da República, esta terça-feira, Luís Montenegro não escondeu a gravidade da situação, classificando os próximos dias como um "desafio grande" para as autoridades e para a proteção das populações.
Dias de risco: Quinta-feira e Domingo sob vigilância
Embora os efeitos do temporal já se façam sentir, o Executivo aponta duas datas críticas no calendário imediato:
Quinta-feira: Espera-se um novo agravamento das condições, dia em que o Primeiro-Ministro voltará a Belém para atualizar o ponto de situação.
Domingo: O cenário é de risco elevado de inundações e cheias devido à intensidade da chuva prevista.
Resposta imediata no terreno
Luís Montenegro assegurou que todos os recursos do Estado estão mobilizados para as zonas mais fustigadas. A prioridade absoluta passa pela reposição de serviços essenciais — água, eletricidade e comunicações — e pelo apoio direto a famílias e empresas que sofreram danos materiais.
"Estamos a trabalhar para proteger o que está hoje mais frágil", afirmou o governante, confirmando que, sob a coordenação das CCDR e de uma estrutura de missão liderada por Paulo Fernandes, equipas de apoio técnico e financeiro já estão a avançar para o terreno para acelerar os processos de recuperação.
Medidas de apoio
Para mitigar o impacto nas populações afetadas, o Governo já acionou medidas excecionais, incluindo a isenção de portagens em zonas críticas durante uma semana. O objetivo é garantir que a ajuda chegue rapidamente, reduzindo a burocracia num momento em que muitas localidades, como as da região de Ourém e Leiria, ainda tentam recuperar do rasto de destruição deixado pelas últimas horas.