Presidente da CIP diz que políticas estão a mudar, mas que reformas laborais enfrentam resistência dos sindicatos
Publicado em 23/02/2026 22:27
Economia
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O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, afirmou esta segunda-feira que, embora comece a existir uma mudança nas políticas económicas em Portugal, a concretização de reformas estruturais esbarra na oposição dos sindicatos. Segundo Monteiro, os fundos europeus recebidos nas últimas décadas acabaram por criar uma dependência e uma “complacência” por parte dos governantes, limitando a adoção de medidas que promovam produtividade e crescimento sustentável.

Falando num jantar da Câmara de Comércio e Indústria Hispano-Portuguesa em Madrid, o líder empresarial considerou que o país precisa de políticas públicas que apoiem as empresas e incentivem a diversificação da economia, especialmente ante a prevista redução dos fundos comunitários. Para Monteiro, “a boa notícia” é que as políticas começam a mudar, mas “não se pode continuar a adiar o essencial”.

No entanto, o responsável sublinhou que é difícil avançar com reformas, em particular na lei laboral, devido à postura dos sindicatos. Segundo ele, estes tendem a centrar-se apenas em propostas como a redução do horário de trabalho e o aumento de férias, sem considerar aquilo que a CIP entende serem medidas essenciais para melhorar a competitividade e a produtividade.

Monteiro admitiu que, mesmo com pontos de consenso em matérias laborais, a concertação social enfrenta desafios significativos, defendendo que a mudança exige mais confiança e compromisso entre as partes envolvidas.

Fonte: Lusa / Foto:Tiago Petinga 

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