Portugal ainda compra cerca de 5 % de GNL russo e quer encerrar contrato assim que possível
Publicado em 24/02/2026 13:13 • Atualizado 24/02/2026 13:14
Economia
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O Governo português reconheceu que o país **continua a importar cerca de 5 % do seu gás natural liquefeito (GNL) da Rússia, através do terminal de Sines, apesar das metas europeias para cortar a dependência energética de Moscovo.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, explicou que essa quota relativamente pequena resulta de um contrato de longo prazo mantido por uma empresa espanhola que importa GNL russo para Portugal, e que legalmente Portugal não pode interromper esse acordo enquanto não houver margem jurídica para o fazer.

Portugal e a União Europeia vêm trabalhando para eliminar importações de energia russa como parte de um esforço mais amplo de segurança energética e de resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia. A UE aprovou regras para acabar progressivamente com as importações de gás russo — tanto por gasoduto como em forma liquefeita — até final de 2027, com prazos específicos para diferentes tipos de contratos.

A ministra portuguesa salientou que, assim que exista uma base legal sólida que permita atuar, Portugal pretende terminar esse contrato com a fornecedora que ainda importa GNL de origem russa, em linha com as políticas comunitárias de diversificação de fontes de energia e redução da dependência de combustíveis fósseis russos.

Apesar dessa perspetiva de futuro, a ligação contratual atual significa que o pequeno volume de GNL russo continuará a entrar no país até que seja possível rescindir o acordo sem implicações legais ou económicas significativas.

Se quiser, posso explicar como funcionam os contratos de GNL e porque é que Portugal não os pode cancelar de imediato — é um tema que muitos leitores acham complexo mas importante.

Fonte e Foto:Lusa

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