Luís Neves rejeita críticas de Pedro Passos Coelho e garante independência no exercício do cargo
Ministro da Administração Interna afirma estar “absolutamente blindado” a pressões e defende decisão de aceitar o convite
Publicado em 26/02/2026 19:04 • Atualizado 26/02/2026 19:04
Nacional
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou que as críticas sobre a sua nomeação não o preocupam, defendendo a total independência do seu trabalho governativo e garantindo que está “absolutamente blindado” a pressões externas.

As declarações surgem na sequência das observações feitas pelo antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que considerou que a transição direta de Neves da liderança da Polícia Judiciária para o Governo “não deu um bom sinal”.

O governante disse respeitar todas as opiniões, incluindo a do antigo líder do executivo, sublinhando que analisou cuidadosamente o convite para assumir a pasta da Administração Interna antes de tomar a decisão.

Luís Neves explicou ainda que a sua anterior função como diretor nacional da PJ se centrava na gestão de meios da instituição e não na condução direta de investigações, o que, no seu entender, não coloca em causa o dever de sigilo nem a independência do cargo governativo.

O ministro reforçou também que nunca sofreu interferências ao longo da sua carreira profissional e afirmou estar totalmente seguro da opção de integrar o Governo. Caso identificasse qualquer potencial conflito de interesses, disse que não teria aceite o convite.

As declarações foram proferidas após a abertura do ano académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI).

Fonte:CNN Portugal / Foto:João Relvas Lusa

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