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Montenegro isola UGT: "Único parceiro que ainda não cedeu" no acordo laboral
Publicado em 23/04/2026 19:18
Nacional
Primeiro-ministro, Luís Montenegro

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, subiu o tom de voz nas negociações da Concertação Social ao identificar a UGT como o último entrave à viabilização do novo pacote laboral. Em declarações aos jornalistas, o chefe do Governo afirmou que o sucesso do entendimento depende agora exclusivamente de uma "cedência" daquela central sindical, classificando-a como o "único parceiro que ainda não cedeu" perante as propostas do Executivo.

Montenegro instou a estrutura liderada por Mário Mourão a abandonar o que considera ser uma postura de "intransigência total". Para o governante, o atual impasse é uma exceção num processo onde os restantes parceiros sociais já demonstraram flexibilidade, deixando a UGT isolada na recusa do acordo de rendimentos e produtividade.

Esta pressão pública surge num momento em que o Governo tenta fechar um dossiê fundamental para a paz social e estabilidade económica do país. Ao transferir a responsabilidade do sucesso — ou do fracasso — das negociações para o campo sindical, Montenegro sinaliza que a margem de manobra do Governo para novas concessões chegou ao fim. Se a UGT não recuar, o Executivo poderá ver-se forçado a avançar sem o apoio unânime da Concertação Social.

Fonte:Lusa / Foto:Miguel A.Lopes

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