Um investigador português especializado em ciência política e comunicação política disse à LUSA que o domínio exercido por André Ventura sobre o partido Chega é tão forte que pode ser comparado, em termos de centralização de poder e influência sobre os apoios internos, ao que se observa em regimes altamente controlados, como a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte).
De acordo com este investigador, a liderança de Ventura tem fortemente marcado o funcionamento do Chega, com decisões e posições fortemente dependentes da autoridade pessoal do líder, mais do que de estruturas internas de debate ou de pluralidade de vozes dentro do partido.
A analogia com a Coreia do Norte foi usada para sublinhar o grau de influência e coesão em torno de Ventura, sugerindo que fora dele o partido pode ter dificuldades em afirmar uma identidade própria ou uma base de decisão mais colegial.
Peritos em política portuguesa afirmam que esta dinâmica tem consequências diretas na vida interna do Chega e na forma como o partido se apresenta ao eleitorado — especialmente no contexto eleitoral atual, em que Ventura voltou a assumir-se como figura central e candidato destacado nas presidenciais.
Fonte:Lusa / Foto:Rodrigues Antunes