O "Charles de Gaulle" abandona exercícios da NATO no Báltico para reforçar a presença no Médio Oriente. Macron confirma que a Força Aérea francesa já abateu drones em "legítima defesa".
O Presidente Emmanuel Macron ordenou esta terça-feira que o porta-aviões Charles de Gaulle, o único navio de guerra com propulsão nuclear da Europa Ocidental, altere de imediato a sua rota em direção ao Mar Mediterrâneo. A decisão foi comunicada num anúncio televisivo, motivada pela escalada de tensão no Médio Oriente.
Até ao momento, o navio-almirante encontrava-se no Mar Báltico integrado na missão Lafayette 26, focada na dissuasão contra ameaças russas a infraestruturas submarinas. O destacamento, que deveria durar até maio, foi interrompido para responder à nova crise.
Intervenção direta e bases atingidas
Durante a sua declaração, Macron revelou dados sobre o envolvimento militar francês nas últimas horas:
Combate aéreo: A Força Aérea de França abateu drones em "legítima defesa" no início do conflito.
Bases militares: O Presidente confirmou que duas bases militares francesas foram alvo de ataques, resultando em danos materiais classificados como "limitados".
Reforço naval: A fragata Languedoc deverá chegar a Chipre ainda esta noite, acompanhada por novos meios de defesa antiaérea.
Resposta coordenada com o Reino Unido
A movimentação francesa surge em paralelo com o anúncio britânico. O primeiro-ministro Keir Starmer confirmou o envio de um navio de guerra e tecnologia antidrones para proteger aliados e as bases do Reino Unido em Chipre, uma das quais foi atingida por um drone de origem iraniana.
Fonte - Expresso / Foto:Pagina Oficial de Emmanuel Marcon