A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, alertou os governos de todo o mundo para a necessidade de se prepararem para cenários extremos e inesperados, num contexto internacional marcado por crescente instabilidade.
Durante um discurso em Tóquio, a responsável afirmou que os decisores políticos devem “pensar no impensável e preparar-se para isso”, defendendo respostas rápidas e maior capacidade de adaptação das economias face a novos choques globais.
Segundo Georgieva, a economia mundial atravessa um período de turbulência permanente, marcado por crises sucessivas, como a pandemia, conflitos internacionais e choques energéticos, o que demonstra que novos impactos económicos podem surgir a qualquer momento.
A líder do FMI sublinhou ainda que conflitos geopolíticos podem afetar fortemente os mercados e os preços da energia. Um aumento de 10% no preço do petróleo, por exemplo, poderá elevar a inflação global em cerca de 0,4 pontos percentuais e reduzir o crescimento económico mundial entre 0,1% e 0,2%.
Perante este cenário, Georgieva defendeu três prioridades para os governos: reforçar instituições e políticas económicas sólidas, utilizar de forma adequada as margens das políticas fiscal e monetária e garantir maior agilidade na resposta a crises inesperadas.
O FMI está atualmente a recolher dados e a avaliar os possíveis impactos da atual conjuntura internacional, análise que deverá ser incluída no próximo relatório de perspetivas da economia mundial a divulgar em abril.
Fonte e Foto:Lusa