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EUA explicam suspensão da venda de armas a Taiwan alegando necessidades no Irão
Por Redação
Publicado em 22/05/2026 08:23
International
Foto:Lusa

Washington, 22 de maio de 2026 — O governo dos Estados Unidos decidiu congelar temporariamente um negócio de armamento com Taiwan avaliado em 14 mil milhões de dólares (cerca de 12,1 mil milhões de euros). O motivo apresentado pela Casa Branca prende-se com a urgência em garantir o fornecimento de munições e mísseis para a campanha militar que o país está a desenvolver contra o regime de Teerão.

Segundo as informações avançadas pela agência Lusa, a confirmação foi dada pelo secretário da Marinha norte-americano em funções, Hung Cao, durante uma comissão no Senado. O responsável esclareceu que a pausa no envio do material serve para salvaguardar as reservas estratégicas destinadas à designada "Operação Fúria Épica", uma ofensiva militar lançada conjuntamente pelos EUA e por Israel contra o Irão no final de fevereiro. Hung Cao assegurou que o país dispõe de inventário "abundante", mas que a prioridade imediata é o Médio Oriente, prometendo que o negócio com Taipé será retomado assim que a administração considerar oportuno.

Esta suspensão foi tornada pública na passada sexta-feira pela equipa do presidente Donald Trump, coincidindo com o regresso do líder norte-americano de uma visita oficial a Pequim. Em declarações à comunicação social, Trump já tinha admitido que o estatuto de Taiwan fora o prato forte das negociações com o presidente chinês, Xi Jinping. Historicamente, os Estados Unidos fornecem armas de cariz defensivo à ilha ao abrigo de um tratado bilateral de 1979, tendo a última grande transação — avaliada em 19 mil milhões de dólares — ocorrido em novembro do ano passado.

No Senado, a decisão provocou fortes reservas, com o republicano Mitch McConnell a manifestar inquietação sobre as consequências geopolíticas deste recuo. Em resposta, a administração Trump tem tentado passar uma mensagem ambígua: por um lado, retém o armamento devido à frente iraniana; por outro, insiste que esse conflito está na reta final, sustentado por um cessar-fogo que já dura há mais de um mês e meio e pela expectativa de um acordo de paz definitivo com o Irão.

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