RIGA – As forças armadas da Letónia elevaram hoje o nível de alerta antiaéreo e solicitaram o reforço da vigilância da NATO após a deteção de uma incursão de um aparelho não tripulado no espaço aéreo do país. O incidente, que obrigou a população de várias regiões a procurar abrigo, foi reportado pela agência Lusa.
O comando militar letão emitiu um aviso para os municípios de Ludza, Kraslava e Rezekne — zonas de fronteira com a Bielorrússia e a Lituânia — alertando para uma "possível ameaça" aérea. Durante cerca de quatro horas, as autoridades pediram aos residentes que permanecessem em locais fechados e reportassem qualquer avistamento suspeito.
Embora não tenha sido atribuída uma responsabilidade direta, o Exército letão associou o clima de tensão ao contexto da agressão russa na Ucrânia, advertindo que incidentes desta natureza podem repetir-se. Em resposta, Riga reforçou as suas capacidades de defesa na fronteira oriental com o envio de unidades adicionais.
O Presidente da Letónia, Edgars Rinkevics, manteve contactos de emergência com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e com os homólogos da Estónia e da Lituânia. Rinkevics salientou a necessidade de medidas adicionais para fortalecer a defesa aérea nos Estados bálticos perante o que classificou como "mentiras e ameaças" russas. Por sua vez, Mark Rutte reafirmou o compromisso da Aliança: "Continuaremos a garantir que temos tudo o que é necessário para defender cada centímetro do território aliado".
Este episódio surge poucos dias após um alerta semelhante na Lituânia, que levou inclusive à evacuação de governantes para abrigos em Vílnius. O alerta na Letónia foi desativado ao fim da tarde, após as forças armadas confirmarem o fim da ameaça no espaço aéreo.