Os guardas prisionais do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, no concelho de Azambuja (distrito de Lisboa), iniciaram hoje uma greve que estava prevista desde fevereiro e que pode manter‑se até 30 de abril. A paralisação foi decidida pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) depois de os profissionais concluírem que as medidas de reforço de segurança prometidas pelas autoridades ainda não foram implementadas.
O principal motivo da greve é a segurança no interior da prisão, considerada insuficiente pelos guardas desde a fuga de cinco reclusos registada em setembro de 2024. Apesar de a Direção‑Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) ter apresentado, em reuniões com o sindicato, propostas como a colocação de redes nos pátios e a instalação de inibidores de sinal de telemóveis e drones, estas medidas ainda não foram concretizadas.
Além das condições de segurança, a paralisação terá impacto no funcionamento da prisão: os reclusos que não têm atividades previstas – nem estudos nem trabalho – vão ver o seu tempo de pátio reduzido e permanecer em cela até 22 horas por dia. Também as visitas dos presos serão mais limitadas e o acesso a consultas e deslocações para o tribunal pode ser afetado durante a greve.
O sindicato defende que, sem melhorias reais na segurança, não é possível garantir o bom funcionamento da cadeia nem a proteção de guardas e detidos, sublinhando a necessidade de cumprir as promessas feitas pelo organismo responsável pelos serviços prisionais.
Fonte e Foto:Lusa