O secretário‑geral da Partido Comunista Português, Paulo Raimundo, afirmou que o pacote laboral proposto pelo Governo está “derrotado” e que não vale a pena o executivo insistir em avançar com a legislação nas atuais condições.
Num comentário à situação das negociações que têm decorrido entre o Governo, sindicatos e confederações patronais, Paulo Raimundo considerou que a falta de acordo demonstra que o documento perdeu legitimidade e apoio social, defendendo que o Governo deveria rever a proposta antes de avançar para o Parlamento.
A proposta de reforma laboral, discutida nos últimos meses no âmbito da Concertação Social, chegou ao fim das rondas negociais sem consenso entre as partes — com a União Geral de Trabalhadores (UGT) e outras centrais sindicais a recusarem dar o seu aval, e as confederações patronais a lamentarem a ausência de entendimento.
O impasse nas negociações surge num momento em que o Governo ainda pondera se levará a proposta de lei à Assembleia da República, com o ministro da Economia a afirmar que continua a procurar um consenso, embora sem garantia de data.
Paulo Raimundo sublinhou que insistir na atual versão da reforma pode agudizar a rejeição social e política, chamando o executivo a repensar a estratégia e a ouvir mais amplamente os parceiros sociais antes de seguir para aprovação parlamentar.
Fonte e Foto:Manuel de Almeida