MENU
Zelensky acusa UE de chantagem sobre oleoduto russo para a Hungria
Presidente ucraniano critica pressão europeia e alerta para riscos geopolíticos no setor energético
Publicado em 15/03/2026 10:06 • Atualizado 15/03/2026 10:06
International
Volodymyr Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou líderes europeus de chantagem em relação ao oleoduto russo que abastece a Hungria, considerando que a pressão política sobre Budapeste ameaça os interesses de Kiev e pode comprometer a estabilidade energética da Europa Central.

Segundo Zelensky, a Ucrânia tem mantido uma postura de cooperação e apoio à segurança energética europeia, mas alguns países estariam a usar o oleoduto como instrumento de influência, impondo condições políticas e económicas que colocam Kiev em desvantagem. “A energia não pode ser usada como arma contra aliados ou vizinhos”, afirmou o presidente ucraniano, reiterando que decisões estratégicas do setor energético devem respeitar transparência, regras e equidade.

O oleoduto, que transporta gás natural da Rússia para a Hungria, tornou-se um ponto de tensão entre Budapeste e outros Estados-membros da União Europeia, que buscam reduzir a dependência do gás russo enquanto aplicam sanções a Moscovo devido à guerra na Ucrânia. Zelensky alertou que a utilização de infraestruturas energéticas como instrumentos de pressão política aumenta o risco de instabilidade regional e prejudica esforços conjuntos de segurança energética.

Especialistas europeus afirmam que a situação evidencia as divergências dentro da UE sobre como lidar com o abastecimento de energia russo, equilibrando sanções com a necessidade de garantir gás suficiente para os países mais dependentes. Alguns diplomatas acreditam que a posição ucraniana pode fortalecer os argumentos de Bruxelas para impor regras mais rígidas sobre contratos energéticos com Moscovo, enquanto outros alertam para o risco de criar rachas entre aliados.

Zelensky sublinhou ainda que a Ucrânia pretende continuar a colaborar com a Europa, mas que medidas coercivas e chantagem política podem ter consequências negativas, não só para Kiev, mas para a segurança energética e a estabilidade política de toda a região central e oriental do continente.

Fonte e Foto:Lusa

Comentários