O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, acusou esta segunda-feira o Governo de realizar um “ataque democrático”, por ter alegadamente afastado a central sindical das negociações sobre as alterações à lei laboral.
Em declarações à imprensa, Arménio Carlos afirmou que o processo está “minado de desrespeito”, sublinhando que a CGTP não foi envolvida de forma adequada nas discussões que afetam diretamente os direitos dos trabalhadores. “A exclusão da CGTP das discussões é um sinal preocupante e inaceitável. Não podemos aceitar que decisões que influenciam a vida de milhares de trabalhadores sejam tomadas sem a participação dos representantes sindicais”, disse o dirigente.
O secretário-geral garantiu que a central sindical não ficará inativa e que “a luta vai continuar”, apontando para uma mobilização contínua dos trabalhadores e a utilização de todos os meios legais para defender os seus direitos. Entre as ações previstas estão manifestações, reuniões com outros sindicatos e campanhas de sensibilização junto da sociedade civil.
A CGTP argumenta que as alterações propostas à lei laboral podem ter impactos significativos na proteção dos trabalhadores, no diálogo social e nas condições de trabalho. O sindicato sublinha que a participação ativa das centrais sindicais é essencial para garantir decisões equilibradas e justas, e alerta que medidas unilaterais do Governo podem gerar tensão e insatisfação no setor laboral.
Este episódio insere-se num contexto mais amplo de debate sobre a legislação laboral em Portugal, que nos últimos anos tem sido marcada por negociações complexas entre Governo, patrões e sindicatos, muitas vezes com confrontos públicos e manifestações. A CGTP insiste que qualquer mudança na lei laboral deve respeitar os princípios de diálogo social e participação democrática.
Fonte:Lusa / Foto:Miguel A.Lopes