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EUA pressionam Japão e Coreia do Sul a reforçar segurança no Estreito de Ormuz
Washington pede apoio militar para proteger rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial
Publicado em 17/03/2026 07:47 • Atualizado 17/03/2026 07:47
International

Os Estados Unidos estão a intensificar a pressão sobre o Japão e a Coreia do Sul para que contribuam com meios militares na proteção do Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo.

O pedido foi reforçado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em contactos diretos com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, e da Coreia do Sul, Cho Hyun. Rubio apelou ao envio de navios e outros recursos para garantir a segurança da navegação na região, fundamental para o comércio internacional.

A pressão surge num contexto de tensão crescente no Médio Oriente, com o conflito envolvendo o Irão a perturbar o tráfego marítimo e ameaçar o fornecimento global de energia. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, tornando a sua segurança essencial para a economia global.

Apesar dos apelos de Washington, Tóquio mantém uma posição cautelosa. O governo japonês esclareceu não ter recebido um pedido formal, e a primeira-ministra, Sanae Takaichi, sublinhou que qualquer operação militar no estrangeiro enfrenta limitações legais e políticas devido à Constituição pacifista do país. Motegi afirmou, porém, que a segurança da navegação é de “vital importância para a comunidade internacional, particularmente do ponto de vista da segurança energética”.

Na Coreia do Sul, Cho Hyun afirmou que o país está “em estreito contacto” com os EUA e tomará “uma decisão cuidadosa” sobre o envio de forças, destacando que a paz no Médio Oriente e a navegação segura no estreito são cruciais para a economia global.

A eventual mobilização de forças internacionais no Estreito de Ormuz continua incerta, mas a pressão de Washington reflete a importância estratégica da região e o papel que aliados como Japão e Coreia do Sul podem desempenhar na manutenção da estabilidade global.

Fonte e Foto:Lusa

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