O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia terá de manter algum tipo de diálogo com a Rússia no futuro se quiser alcançar uma paz duradoura na Ucrânia, apesar de esse passo não constar da agenda imediata.
Em declarações no âmbito de um evento diplomático, Costa sublinhou que as relações com Moscovo não estão atualmente em cima da mesa, e que qualquer conversa futura não será sobre temas como energia, mas sim sobre questões de segurança europeia e o fim do conflito.
O responsável enfatizou que este diálogo não acontecerá “agora”, mas que é inevitável numa etapa posterior do processo de paz. A ideia parte do reconhecimento de que, apesar das sanções à Rússia e do apoio contínuo da UE à Ucrânia, nenhuma solução duradoura será possível sem que Moscovo esteja envolvido em conversações.
Este posicionamento surge num momento em que o conflito na Ucrânia completa mais de quatro anos, com impacto profundo tanto na segurança europeia como na política internacional, e enquanto a UE continua a dar apoio económico e militar a Kiev.
Especialistas em relações internacionais apontam que, historicamente, negociações de paz envolvendo conflitos prolongados tendem a incluir interlocutores diretos, mesmo quando o ambiente diplomático é tenso — o que reforça a necessidade de manter canais de comunicação abertos para eventuais acordos no futuro.
Fonte e Foto:Lusa