A última década foi a mais quente desde que há registos, segundo o relatório divulgado esta segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O documento alerta que o clima da Terra nunca esteve tão desequilibrado e que os efeitos do aquecimento global se fazem sentir de forma cada vez mais intensa em todo o planeta.
O relatório baseia-se em dados de estações meteorológicas, satélites e boias oceânicas, mostrando que as temperaturas médias globais nos últimos dez anos ultrapassaram todos os recordes anteriores. Fenómenos extremos como ondas de calor, secas severas, incêndios florestais e inundações estão a tornar-se mais frequentes e intensos, afetando comunidades, ecossistemas e economias locais.
A OMM sublinha ainda que a década de 2016 a 2025 regista uma tendência de aquecimento mais acelerada, resultante da acumulação de gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente dióxido de carbono e metano. Estes gases, ligados à atividade humana, contribuem para alterações climáticas duradouras e alterações nos padrões de precipitação e no nível do mar.
Segundo a organização, a urgência de medidas globais nunca foi tão grande: reduzir emissões, investir em energias limpas e adaptar cidades e comunidades aos impactos climáticos são passos essenciais para limitar os efeitos futuros. O relatório alerta que, sem ação imediata, eventos extremos poderão intensificar-se e provocar consequências severas para a biodiversidade, a agricultura e a segurança alimentar.
A OMM conclui que o aquecimento global é um fenómeno contínuo e cumulativo, reforçando a necessidade de cooperação internacional para que as metas do Acordo de Paris sejam cumpridas e os impactos sobre o planeta minimizados.
Fonte e Foto:Lusa