A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu hoje o acordo comercial entre a Austrália e a União Europeia como uma resposta estratégica a um mundo “mais competitivo e conflituoso”, em que comércio, investimento e tecnologia estão a ser utilizados como instrumentos de poder.
Von der Leyen salientou que o pacto com a Austrália permitirá à União Europeia diversificar parcerias, abrir novos mercados para empresas europeias e assegurar padrões laborais, ambientais e de propriedade intelectual, fortalecendo a estabilidade das cadeias de abastecimento globais.
A responsável europeia afirmou que a geopolítica atual obriga o bloco a adotar uma postura firme e coordenada. “Num mundo em que certas potências utilizam a economia e a tecnologia como armas, precisamos de alianças estratégicas sólidas e acordos comerciais que protejam os interesses europeus”, disse, destacando também o reforço da cooperação no Indo-Pacífico.
O acordo UE-Austrália prevê a redução de barreiras tarifárias, o aumento da competitividade de produtos europeus e australianos e a promoção de investimentos conjuntos em setores estratégicos, como tecnologia, energias renováveis e transportes. Analistas consideram que a implementação deste pacto poderá gerar novos empregos, estimular a inovação e consolidar a posição económica da União Europeia no plano global.
Durante a visita a Sydney, Von der Leyen reuniu-se com autoridades australianas e representantes empresariais para discutir não apenas o comércio bilateral, mas também questões de segurança tecnológica, proteção de dados e resiliência das cadeias de fornecimento, num momento em que tensões internacionais aumentam a volatilidade económica.
A presidente da Comissão Europeia sublinhou ainda que este tipo de acordos é essencial para manter a UE competitiva, garantir acesso a matérias-primas estratégicas e mitigar os riscos de dependência de mercados externos em setores críticos.
Especialistas afirmam que a consolidação de parcerias como esta permitirá à União Europeia enfrentar melhor desafios geopolíticos futuros, equilibrando interesses económicos e diplomáticos numa conjuntura global marcada por incerteza e rivalidade crescente.
Fonte e Foto:Lusa