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FMI avisa: Crise na habitação está a "asfixiar" a economia e a afastar jovens
Publicado em 17/04/2026 08:13
Nacional

A crise na habitação deixou de ser apenas um drama social para se tornar um sério entrave ao desenvolvimento económico. O alerta foi lançado pelo diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), que sublinha o impacto negativo do custo das casas na produtividade e na capacidade de retenção de talento.

Em entrevista à agência Lusa, o responsável explicou que a impossibilidade de os jovens se fixarem nos grandes centros urbanos — onde se concentra a maior oferta de emprego qualificado e os polos de inovação — está a gerar um fenómeno de "asfixia" económica. Ao serem empurrados para as periferias ou para fora do país, as cidades perdem eficiência e competitividade.

Para o FMI, o problema reside no desequilíbrio gritante entre os salários médios e os preços de mercado. Esta barreira impede a mobilidade laboral, forçando os trabalhadores qualificados a perderem horas em deslocações longas ou a abandonarem os centros urbanos, deixando as empresas sem a mão-de-obra necessária para crescer e inovar.

Além da quebra na produtividade, o peso excessivo da habitação no orçamento familiar tem um efeito dominó na economia, retraindo o consumo noutros setores e funcionando como um dos principais motores da emigração jovem. A instituição financeira defende que são necessárias políticas públicas estruturais que aumentem a oferta imobiliária, sob pena de o crescimento económico a longo prazo continuar seriamente comprometido.

Fonte:Lusa / Foto:Miguel A Lopes

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