MENU
Zelensky Critica Alívio de Sanções: "Petróleo Russo Alimenta a Guerra"
Publicado em 19/04/2026 09:59
International
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reagiu este domingo com duras críticas à decisão de prolongar a suspensão das sanções norte-americanas sobre o petróleo russo. Num discurso direto, o líder ucraniano lamentou a medida anunciada na última sexta-feira, sublinhando que qualquer concessão económica a Moscovo representa um apoio indireto à máquina de guerra russa.

Para Zelensky, a manutenção do fluxo financeiro proveniente do setor energético é o que permite ao Kremlin sustentar a ofensiva militar. "Cada dólar pago pelo petróleo russo é dinheiro investido na guerra de Moscovo contra a Ucrânia", afirmou o presidente, apelando a uma postura de maior firmeza e isolamento económico total por parte dos aliados ocidentais.

A suspensão das sanções, que permite a continuidade de certas transações no mercado petrolífero, é vista em Kiev como um retrocesso na estratégia de asfixia financeira da Rússia. Zelensky reforçou que a hesitação da comunidade internacional em cortar as fontes de receita energética russa prolonga o sofrimento da população e adia o fim do conflito.

O Governo ucraniano defende que as sanções devem ser aplicadas sem exceções para serem eficazes. As críticas surgem num momento de elevada tensão, em que a Ucrânia tenta mobilizar o apoio internacional para novos pacotes de ajuda financeira e militar.

A retórica de Kiev foca-se na ligação direta entre a economia global e o campo de batalha. Segundo as autoridades ucranianas, a estabilidade das receitas do petróleo permite à Rússia contornar dificuldades económicas e continuar a investir em logística militar.

Com este novo alerta, o Presidente Zelensky volta a colocar o tema das sanções no topo da agenda diplomática, pressionando Washington a reconsiderar a sua posição. O líder ucraniano reiterou que apenas uma pressão económica implacável poderá forçar Moscovo a uma negociação de paz séria e duradoura.

Fonte e Foto:Lusa

Comentários