O Banco de Portugal (BdP) encerrou o exercício de 2025 com um resultado líquido negativo de 1,4 milhões de euros. Segundo o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje, a instituição teve de mobilizar mecanismos internos para enfrentar um ano de particular exigência financeira.
Para mitigar o impacto deste resultado, o supervisor nacional recorreu a provisões financeiras, utilizando as suas reservas para absorver parte das perdas registadas. Este recurso à "almofada" financeira foi essencial para estabilizar o balanço final num período em que os bancos centrais europeus enfrentam pressões crescentes sobre as suas margens.
Este cenário de prejuízo interrompe o histórico recente de entrega de lucros ao Estado, refletindo as dificuldades em equilibrar a gestão de ativos com a atual política monetária da Zona Euro. O relatório sublinha que, apesar do resultado negativo, a solvabilidade e a resiliência da instituição permanecem asseguradas pelo uso estratégico das suas provisões.
O desfecho das contas de 2025 coloca agora o foco na gestão de Mário Centeno e nos desafios que o setor bancário nacional poderá enfrentar num ciclo económico de menor liquidez.
Fonte:Lusa / Foto:António Cotrim