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Crise marítima: Empresas pagam 3,2 milhões de euros para cruzar o Panamá
Publicado em 24/04/2026 08:09
Economia

Cidade do Panamá – O bloqueio do Estreito de Ormuz está a provocar uma tempestade perfeita no comércio marítimo global. Com a principal artéria energética do Médio Oriente interrompida, as grandes operadoras de transporte estão a recorrer a medidas extremas para evitar o colapso das suas rotas, chegando a pagar 3,24 milhões de euros (4 milhões de dólares) apenas para garantir a travessia de um navio pelo Canal do Panamá.

A Autoridade do Canal do Panamá confirmou que a procura por passagens prioritárias disparou de forma sem precedentes. O Estreito de Ormuz é vital para o tráfego de petróleo e gás mundial, e o seu encerramento forçou os armadores a desviar frotas inteiras. Este desvio massivo transformou o Canal do Panamá num "funil" logístico, onde o tempo de espera e a segurança na navegação estão a ser decididos em autênticos leilões de luxo.

Especialistas do setor alertam que estes custos extraordinários não serão absorvidos apenas pelas empresas de transporte. O pagamento de taxas astronómicas para furar o bloqueio logístico deverá ter um efeito cascata nos preços finais, agravando a inflação e encarecendo produtos essenciais, desde combustíveis a bens de consumo.

Este cenário coloca o Canal do Panamá numa posição de pressão extrema, não só a nível operacional mas também geopolítico, enquanto o mundo observa com preocupação a instabilidade nas rotas do Médio Oriente.

Fonte e Foto:Lusa

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