Caracas, 27 de abril de 2026 – Apesar das profundas mudanças políticas registadas nos últimos meses, o sistema judicial venezuelano mantém milhares de cidadãos numa situação de vulnerabilidade. Segundo o jornal El Nacional, pelo menos 30 mil pessoas continuam a ser alvo do aparelho judicial do país, mesmo após a queda do anterior regime.
Este cenário surge quatro meses depois da captura de Nicolás Maduro pelas autoridades dos Estados Unidos e dois meses após a aprovação da Lei de Amnistia. O diploma, desenhado para pacificar o país e libertar presos políticos, parece estar a enfrentar dificuldades na sua aplicação prática junto dos tribunais.
De acordo com a peça publicada pelo diário venezuelano, estas 30 mil pessoas continuam a ser "vítimas" de processos que não avançam ou de detenções que a nova lei deveria ter revogado. O impasse levanta dúvidas sobre a celeridade das reformas estruturais na Venezuela e sobre a capacidade das novas instâncias em garantir a transição democrática prometida.
A situação está a gerar uma pressão crescente sobre as autoridades atuais, com organizações de direitos humanos a exigir que a Lei de Amnistia seja cumprida na totalidade, de forma a encerrar o ciclo de perseguição judicial que marcou as últimas décadas no país.
Fonte e Foto:Lusa