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Via do Infante com maior fluxo após fim das portagens e agravamento de acidentes
Publicado em 27/04/2026 09:59 • Atualizado 27/04/2026 10:00
Nacional

A abolição das portagens na Via do Infante (A22), em vigor há cerca de um ano e meio, transformou a dinâmica rodoviária no Algarve. No entanto, os benefícios económicos para os utilizadores surgem acompanhados de dados preocupantes: o número de vítimas em acidentes quase duplicou em 2025, impulsionado pelo aumento substancial do volume de tráfego.

Segundo dados da GNR agora revelados, a A22 registou 355 acidentes no último ano, dos quais resultaram 105 vítimas — um salto significativo face às 47 contabilizadas em 2024. Este crescimento na sinistralidade é explicado pela transferência massiva de veículos das estradas secundárias, como a EN125, para o eixo principal da autoestrada.

O balanço da força de segurança detalha um aumento alarmante no número de feridos graves, que subiu de três para 14 no espaço de um ano. Em contrapartida, e apesar da maior frequência de colisões, o ano de 2025 terminou sem o registo de vítimas mortais na Via do Infante, ao contrário das duas mortes verificadas no ano anterior.

A GNR sublinha que a eliminação das barreiras de pagamento "veio potenciar um aumento do volume" de circulação, o que correlaciona diretamente a maior densidade de veículos com a probabilidade de ocorrências. O relatório foca-se estritamente nos acidentes rodoviários, deixando para a concessionária da via a responsabilidade sobre eventuais problemas relacionados com o estado do pavimento ou infraestruturas.

Fonte:Lusa / Foto:Luis Forra / Lusa

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