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Dia do Trabalhador: CGTP e UGT levam protesto para as ruas de norte a sul
Publicado em 01/05/2026 08:59
Nacional
Foto:António Cotrim

As centrais sindicais CGTP e UGT esperam hoje a adesão de milhares de trabalhadores às dezenas de iniciativas agendadas de Norte a Sul do país para assinalar o Dia do Trabalhador. Segundo avançou a Agência Lusa, o cenário de contestação social poderá culminar no anúncio de novas formas de luta, com a hipótese de uma greve geral a ser formalmente avaliada.

Para a CGTP, que organiza mais de 33 iniciativas em várias regiões, o foco está na denúncia da perda de poder de compra. Em declarações à Lusa, o secretário-geral Tiago Oliveira apontou a "inércia do Governo" perante o aumento do custo de vida e do cabaz alimentar como o motor dos protestos. O dirigente garantiu que a intersindical irá discutir com os trabalhadores a continuidade da luta, não descartando a paralisação geral perante o que classifica como um "ataque" aos direitos laborais.

Em Lisboa, o ponto alto da CGTP será o desfile entre o Martim Moniz e a Alameda, agendado para as 14h40, enquanto o Porto recebe uma manifestação na Avenida dos Aliados a partir das 15h00. Além das vertentes políticas, o programa inclui momentos sindicais e a tradicional corrida do Dia do Trabalhador, com meta no Estádio 1.º de Maio.

Por sua vez, a UGT concentra as suas comemorações no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras. Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da central, adiantou à Lusa que a participação este ano deverá ser significativamente superior devido ao atual clima de instabilidade. A estrutura sindical pretende reiterar as suas propostas de alteração ao Código do Trabalho, contestando temas como o banco de horas individual e as restrições à atividade sindical.

O dia da UGT no Jamor será marcado por intervenções políticas de Mário Mourão e Lucinda Dâmaso, mas contará também com uma vertente cultural e desportiva, incluindo a corrida UGT e atuações musicais. Este 1.º de Maio assume especial relevância política, ocorrendo a poucos dias de uma reunião decisiva de Concertação Social, marcada pela ministra do Trabalho para 7 de maio, com o objetivo de encerrar o processo negocial do pacote laboral.

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